{"id":102,"date":"2014-04-17T14:51:58","date_gmt":"2014-04-17T17:51:58","guid":{"rendered":"https:\/\/xplastic.com.br\/fetiche-por-deficientes\/"},"modified":"2020-08-13T07:25:54","modified_gmt":"2020-08-13T10:25:54","slug":"fetiche-por-deficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xplastic.com.br\/blog\/fetiche-por-deficientes\/","title":{"rendered":"Conheci pessoas com fetiche por deficientes"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Entrevistei devotees, que t\u00eam <a href=\"https:\/\/xplastic.com.br\/blog\/bdsm-na-xplastic\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fetiche por deficientes<\/a>. Saiba tamb\u00e9m sobre quem curte s\u00f3 fingir ter defici\u00eancia e pessoas querem se amputar, ou ser parapl\u00e9gicas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa publicidade, as modelos sem defici\u00eancia usam sua <strong>sensualidade<\/strong> para vender o produto. Aqui n\u00e3o existe diferen\u00e7a, o \u00fanico detalhe \u00e9 que os <strong>aparelhos ortop\u00e9dicos<\/strong> s\u00e3o um acess\u00f3rio de moda, assim como uma bolsa, um cinto\u201d. A <strong>naturalidade<\/strong>&nbsp;que a fot\u00f3grafa Kica de Castro tem para falar das modelos com defici\u00eancia com quem trabalha nos oferece um ponto de vista muito v\u00e1lido para entendermos a cabe\u00e7a dos devotees, fascinados<strong>&nbsp;principalmente por amputados e cadeirantes <\/strong>e que sustentam verdadeiramente um fetiche por deficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora vistos como seres <strong>assexuados<\/strong>, ora como estranhos, os deficientes est\u00e3o \u00e0s margens da sexualidade mainstream. O olhar do devotee amplia as <strong>possibilidades sexuais<\/strong> dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Mas, como \u00e9 de se esperar, isso n\u00e3o acontece sem os percal\u00e7os envolvidos em <a href=\"https:\/\/xplastic.com.br\/blog\/voce-vai-sair-deste-post-sabendo-tudo-sobre-fetiche-sexual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>qualquer fetiche<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fetiche por deficientes e devote\u00edsmo<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de tudo, \u00e9 importante conceituar o devote\u00edsmo: h\u00e1 quem n\u00e3o o considere um fetiche. Isso porque, em termos estritos, o fetiche se volta a <strong>objetos ou situa\u00e7\u00f5es<\/strong>, n\u00e3o \u00e0s pessoas. No entanto, alguns devotees apreciam sim o contato com objetos, como pr\u00f3teses, muletas e cadeiras de rodas. Al\u00e9m disso, eles vivem em uma busca sistem\u00e1tica por parceiros com defici\u00eancia, fator importante na identifica\u00e7\u00e3o de um fetiche. Entrevistei o devotee brasileiro Smith, que consegue explicar melhor os contornos do devote\u00edsmo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong><a href=\"https:\/\/xplastic.com.br\/xplastic-bdsm-e-outros-fetiches\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fetiche \u00e9 tomar a parte pelo todo<\/a><\/strong>. Mesmo entre psic\u00f3logos \u00e9 um erro comum olhar o detalhe e esquecer o essencial. Apenas para ilustrar, cito um fetiche cl\u00e1ssico: a <a href=\"https:\/\/xplastic.com.br\/podolatria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>podolatria<\/strong><\/a>, ou fetiche por p\u00e9s. Ora, os p\u00e9s s\u00e3o de uma pessoa. Outra confus\u00e3o que se faz \u00e9 fetiche com fantasia. Pode-se pensar que temos apenas algumas fantasias com a defici\u00eancia e j\u00e1 que isso todos t\u00eam, ser devotee \u00e9 algo corriqueiro. Mas n\u00e3o \u00e9 assim. A fantasia \u00e9 secund\u00e1ria e inerente a praticamente toda <strong>sexualidade<\/strong>. No fetichismo, geralmente, o objeto \u00e9 o principal e normalmente indispens\u00e1vel, como ocorre com os devotees. Quanto ao devote\u00edsmo ser uma <a href=\"http:\/\/www.psiqweb.med.br\/site\/?area=NO\/LerNoticia&amp;idNoticia=20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">parafilia<\/a>, se tomarmos o modelo da sexualidade genital como dominante, ent\u00e3o considero que sim. Mas podemos fazer isso? Diante de tanta <strong>diversidade<\/strong>, podemos considerar dessa forma?\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Adoradores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone wp-image-10310 size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d1gjpjrpveqnfr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Paula-e-Samir.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10310\"\/><figcaption>Foto da ag\u00eancia da Kica de Castro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Aos oito anos de idade, a maioria das pessoas j\u00e1 come\u00e7a a pensar em situa\u00e7\u00f5es sexuais, mesmo sem saber direito como o sexo funciona. Pode ser uma fantasia sexual com a capa da Playboy, com um primo mais velho, ou com os dois ao mesmo tempo. Pode ser tamb\u00e9m com uma vizinha. <strong>E se essa vizinha tiver defici\u00eancia?<\/strong> Ainda na inf\u00e2ncia, Smith j\u00e1 ficava fascinado pelos aparelhos e bengalas que uma menina, filha de amigos de seus irm\u00e3os, usava. \u201cOs anos se passaram e segui da mesma forma, absorvido pelas mulheres que eu via na mesma condi\u00e7\u00e3o. <strong>Para eu ter uma experi\u00eancia de satisfa\u00e7\u00e3o total, tem que ser com uma deficiente. Meu olhar sempre busca uma portadora de p\u00f3lio, seja mais ou menos afetada. N\u00e3o importa quantas pessoas estejam no local, se houver uma, eu vou ver.<\/strong> Hoje me aceito melhor, mas n\u00e3o posso dizer que isso n\u00e3o me incomoda. Ainda me incomoda e n\u00e3o sei se isso mudar\u00e1 um dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Frank, um devotee alem\u00e3o que entrevistei pelo <a rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/fetlife.com\/home\/v4#everything\" target=\"_blank\">Fetlife<\/a>, come\u00e7ou aos oito anos de idade a desejar uma vizinha que tinha uma amputa\u00e7\u00e3o na perna. \u201cMuitos anos se passaram at\u00e9 eu saber que n\u00e3o estava sozinho na minha busca por <strong>mulheres amputadas<\/strong>. Elas me excitam muito. Em 1994, vi na TV um document\u00e1rio sobre pessoas que tinham fetiche por amputados. <strong>Para mim, ver um coto de perna ou bra\u00e7o \u00e9 t\u00e3o excitante quanto ver um seio<\/strong>. Hoje sou casado com uma mulher sem defici\u00eancia. Eu a amo, mas sinto falta do charme que a imperfei\u00e7\u00e3o traz. Frequentemente traio minha esposa com mulheres amputadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relato de um devotee<\/h2>\n\n\n\n<p>Nick, devotee da Hungria que conversou comigo pelo Facebook, tem um relato semelhante. \u201cEu tinha dez anos e, enquanto ia para a escola de \u00f4nibus, vi uma menina da minha idade, amputada em uma das pernas, caminhando muito charmosa com apenas uma \u00fanica muleta. <strong>Ela ajudava a impulsionar a muleta com o coto da perna amputada. Aquilo foi uma estimula\u00e7\u00e3o sexual extemamente forte para mim.<\/strong> Eu achava que era um louco solit\u00e1rio at\u00e9 1995, quando comecei a acessar a internet e entrar em grupos de devotees. Encontrei alguns sites que tratam de assunto e percebi que somos milh\u00f5es no mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A atra\u00e7\u00e3o exercida por uma deficiente em um devotee \u00e9 avassaladora e quase irresist\u00edvel &#8211; Smith<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crescimento das amputa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>O interesse por amputa\u00e7\u00f5es predomina (78,57%), seguido por sequelas de p\u00f3lio e outros tipos de defici\u00eancia (21,43%). Mais de 70% dos devotees gosta da presen\u00e7a de algum tipo de equipamento, como aparelhos, muletas, ou cadeira de rodas. Os n\u00fameros foram obtidos pela pesquisadora e militante pelos direitos dos deficientes Lia Crespo, atrav\u00e9s de um question\u00e1rio virtual com devotees.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do estranhamento, o devote\u00edsmo \u00e9 frequentemente encarado como uma <strong>patologia<\/strong>. O psic\u00f3lgo Oswaldo M. Rodrigues Jr, fundador do <a href=\"http:\/\/psicologia.inpasex.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Paulista de Sexualidade<\/a> esclareceu para mim que um comportamento pode estar nos <strong>transtornos<\/strong> paraf\u00edlicos apenas quando se associa a psicopatologias, ou quando ultrapassa alguns limites. \u201cResumidamente, quando o desejo paraf\u00edlico se apresenta com exclusividade, quando existe um <strong>desconforto<\/strong> com a situa\u00e7\u00e3o, quando o consenso \u00e9 violado, ou se existe <strong>risco de les\u00e3o<\/strong>, \u00e9 algo que merece maior cuidado. Outro medidor \u00e9 a possibilidade de existirem outras atividades sexuais prazerosas al\u00e9m da parafilia, sem que o indiv\u00edduo se autopenalize caso n\u00e3o possa execut\u00e1-la. A preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de si pr\u00f3prio e do outro envolvido na atividade sexual \u00e9 o princ\u00edpio b\u00e1sico\u201d, conta Oswaldo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os devotees, <strong>predominam os homens<\/strong>: eles s\u00e3o 84% no Brasil. Para Frank, o devotee alem\u00e3o, relacionar-se com uma deficiente refor\u00e7a sua masculinidade. \u201cA deficiente exige mais cuidados e apoio. Essa situa\u00e7\u00e3o d\u00e1 ao homem a possibilidade de se conectar com sua <strong>ess\u00eancia masculina<\/strong>. As mulheres sem nenhuma defici\u00eania s\u00e3o muito emancipadas e n\u00e3o se deixam cuidar t\u00e3o facilmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Adorados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cSe voc\u00ea tivesse uma defici\u00eancia, iria preferir se relacionar com pessoas fetichistas, ou se arriscar a sofrer o preconceito da sociedade sem fetiche?\u201d Foi essa a pergunta que ouvi de uma amiga quando ela soube do tema desta reportagem. Eu n\u00e3o havia pensado nisso antes, mas acredito que, nessa situa\u00e7\u00e3o, eu at\u00e9 gostaria de experimentar o relacionamento com devotees, mas n\u00e3o me restringiria a esse tipo de <strong>experi\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Gori, militante fundadora da <a href=\"http:\/\/www.essasmulheres.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ONG Essas Mulheres<\/a>, \u00e9 cadeirante e conhece bem como \u00e9 se relacionar com os fetichistas. <strong>Gente sem no\u00e7\u00e3o<\/strong>, obviamente, existe em todos os meios: \u201cj\u00e1 tive que lidar com devotees que se sentiam no direito de mandarem fotos dos seus genitais para ver se havia interesse da minha parte\u201d, conta Marcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Smith, o devotee brasileiro que entrevistei, nem sempre soube lidar bem com o pr\u00f3prio fetiche. \u201cTive alguns relacionamentos com deficientes e escondi minha prefer\u00eancia em alguns deles. <strong>Infelizmente, muitos ficaram s\u00f3 na minha satisfa\u00e7\u00e3o imediata<\/strong>. J\u00e1 mais adulto, comecei sempre a contar. A psicoterapia foi fundamental. Tive um processo longo e sofrido que me fez aprender a ser uma pessoa antes de um devotee\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos conflitos, M\u00e1rcia acredita que a maior parte dos devotees deixa marcas positivas na vida dos deficientes. \u201cDesde que haja <strong>consentimento<\/strong> de ambas as partes, ok. Temos casos de relacionamentos longos, casamentos felizes. Infelizmente boa parte da sociedade infantiliza a pessoa com defici\u00eancia. Existem lendas de que somos assexuados, ou que temos uma sexualidade exacerbada. O que ocorre de verdade \u00e9 a <strong>nega\u00e7\u00e3o dos nossos direitos sexuais<\/strong> e reprodutivos pela sociedade, como se n\u00e3o f\u00f4ssemos capazes de gerir nossas vidas ou fam\u00edlias\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cPor que bonita, se coxa, e por que coxa, se bonita?\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A frase \u00e9 do famoso personagem Br\u00e1s Cubas, do Machado de Assis, quando fica intrigado com a personagem Eug\u00eania, conhecida por sua beleza, apesar de ser <strong>coxa<\/strong> (palavra usada antigamente para pessoas mancas). Kica de Castro, a fot\u00f3grafa que abre esta mat\u00e9ria, nunca teve encana\u00e7\u00f5es para encontrar a <strong>beleza na defici\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi trabalhar como chefe de fotografia em um centro de reabilita\u00e7\u00e3o para pessoas com algum tipo de defici\u00eancia f\u00edsica em 2002. A demanda era basicamente de fotos para artigos cient\u00edficos e prontu\u00e1rios m\u00e9dicos, algumas fotos de pe\u00e7as intimas e em casos mais raros, o nu. \u201cNas minhas fotos, n\u00e3o havia nada de arte, era sempre com a placa, levando o n\u00famero do prontu\u00e1rio. Essa n\u00e3o era uma situa\u00e7\u00e3o que a pessoa gostava de ser retratada. <strong>Para quebrar um pouco do gelo, comecei a levar alguns acess\u00f3rios<\/strong>, como bijuterias, maquiagem, espelho, pente, gel e muitas revistas de moda. As fotos continuavam no mesmo padr\u00e3o, mas a pessoa tinha os cinco minutos de contato com a vaidade e isso foi dando espa\u00e7o para sorrisos. Aos poucos, os pacientes come\u00e7aram a voltar para o setor, pedindo para fazer book pessoal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento profissional e ao mesmo tempo sens\u00edvel, ajudou Kica com sua proposta de bater de frente com o mercado da moda, t\u00e3o ditador. \u201cMotivados com os resultados, os pacientes perguntavam das possibilidades de ir para o mercado de trabalho como modelos, mas as ag\u00eancias e produtoras diziam n\u00e3o a eles. <strong>Em 2007, larguei o meu emprego fixo para abrir minha ag\u00eancia de modelos para profissionais com alguma defici\u00eancia.<\/strong> Queremos a capacidade que cada modelo tem, n\u00e3o estamos aqui para assistencialismo. Assim como qualquer pessoa sem defici\u00eancia, os profissionais da ag\u00eancia s\u00e3o qualificados\u201d, conta Kica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pretending<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignnone wp-image-10311 size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d1gjpjrpveqnfr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/ampretender.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10311\"\/><figcaption>Foto do pretender russo Drugoy<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso descer muito fundo nos por\u00f5es da internet para descobrir que <strong>garotas que fingem ter um membro amputado<\/strong> fazem bastante sucesso. Ao digitar <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/results?search_query=amputee+pretender+\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201camputee pretender\u201d no Youtube,<\/a> encontrei dezenas de v\u00eddeos com milhares de visualiza\u00e7\u00f5es e muitos elogios \u00e0s cenas de mulheres sensualizando diante de uma c\u00e2mera. Com a ajuda de gazes, meias, ou roupas, elas fingem n\u00e3o ter uma das pernas. Algumas preferem fingir imobilidade e se exibem usando cadeiras de rodas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pessoas s\u00e3o conhecidas como <strong>pretenders<\/strong> e sentem prazer no contato com os aparelhos dos deficientes, ou em provar a imobilidade e limita\u00e7\u00e3o f\u00edsica. A maioria faz isso em apenas uma parte do tempo. Alguns pretenders preferem ficar em casa e estar nessa condi\u00e7\u00e3o diante do parceiro, outros gostam de se exibir em lugares p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tipos de pretenders mais comuns s\u00e3o os falsos cadeirantes e falsos amputados. Algumas comunidades, principalmente no Fetlife, se dedicam a outros tipos de pretenders, como aqueles que curtem assess\u00f3rios como <strong>corsets m\u00e9dicos e botas ortop\u00e9dicas<\/strong>. Outros preferem fingir ter doen\u00e7as mentais, mas n\u00e3o encontrei nenhuma discuss\u00e3o mais aprofundada sobre isso nos grupos que visitei. Inclusive entre os devotees, <strong>a defici\u00eancia mental \u00e9 um tabu ainda maior<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conhecendo quem gosta de fingir<\/h2>\n\n\n\n<p>Navegando, encontrei perfis de pretenders muito interessantes. O fetiche mais \u00fanico que vi foi o de <strong>Donna June.&nbsp;<\/strong>Ela \u00e9 uma <strong>crossdresser de 60 anos que est\u00e1 em processo de transformar sua apar\u00eancia na de uma mulher idosa, com cerca de 80 a 90 anos.<\/strong> Inspirada no estere\u00f3tipo das senhoras dos anos 1950, seu visual \u00e9 composto de vestidos de \u00e9poca, perucas grisalhas, maquiagem, bengalas e, \u00e0s vezes, uma cadeira de rodas. A meta de Donna June \u00e9 encontrar uma empregada dom\u00e9stica ou uma enfermeira para ajudar nessa transforma\u00e7\u00e3o e que possa cuidar dela como uma mulher idosa \u2014&nbsp;com todas as condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e fragilidades que ela curte fingir possuir.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa de Lia Crespo descobriu que <strong>14,29% dos devotees afirmam ter desejos frequentes que os caracterizam pretenders ou at\u00e9 mesmo wannabees<\/strong>, que \u00e9 um caso ainda mais delicado. S\u00e3o pessoas que querem realmente tornar-se deficientes e que relacionam esse desejo \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o sexual. <strong>Elas relatam ter fantasias de causar sequelas em si mesmas ou sofrer um acidente para se tornarem amputadas, parapl\u00e9gicas ou tetrapl\u00e9gicas.<\/strong> Para mim, foi inevit\u00e1vel pensar se existem fatos negativos na vida de uma pessoa que podem lev\u00e1-la a esse fetiche. Tamb\u00e9m me perguntei se os wannabes precisam necessariamente de interven\u00e7\u00e3o de um psic\u00f3logo ou psiquiatra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A palavra do psic\u00f3logo<\/h2>\n\n\n\n<p>O psic\u00f3logo Oswaldo ajuda a entender. \u201cProvavelmente neles encontraremos padr\u00f5es de <strong>psicopatologia<\/strong>. Estas pessoas est\u00e3o em maior n\u00famero em pa\u00edses em que o envolvimento em guerras, por exemplo, produziu mais pessoas amputadas e que passaram a ser expostas socialmente. Ainda mais quando ex-soldados s\u00e3o considerados her\u00f3is e vivem com suas amputa\u00e7\u00f5es, servindo de modelo para todos ao redor. Para muitos, esta aproxima\u00e7\u00e3o, real ou fantasiosa serve de modelo, com a cren\u00e7a embutida de que com esta forma se conseguir\u00e1 o <strong>prazer<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O transtorno comumente associado a essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecido como <strong>BIID<\/strong> (sigla em ingl\u00eas para Body Integrity Identity Disorder). O tratamento pode at\u00e9 mesmo envolver uma cirurgia de <strong>retirada do membro<\/strong> que atormenta o paciente. Enfim, o assunto \u00e9 bastante extenso e merece uma reportagem \u00e0 parte. Quem quiser saber mais sobre wannabes, pode dar uma olhada no <a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/2013\/07\/19\/chloe-jennings-white_n_3625033.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">caso da norte- americana Chloe Jennings-White<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevistei devotees, que t\u00eam fetiche por deficientes. 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