Analice Souza

17 de julho de 2012

A seguir você lê a entrevista que a Mayara fez com a Analice. Para relembrar o que aconteceu em janeiro deste ano (2012) e que resultou neste entrevista sugiro este link, este e este. Agora que já recapitulou, divirta-se com a entrevista e algumas fotos que a Mayara tirou da Analice e estarão em breve aqui no site e na nossa loja de aplicativos para celulares Vivo, neste link.

1. Analice, sei que você não curte perguntas muito óbvias, então… Analice por ela mesma:

Essa vou responder não por mim, mas com a estrofe de um poema que meu pai escreveu pra mim quando eu tinha 4 anos de idade:

“Gênio pimenta e careta felina”!

2. Bom, você acabou de fazer um ensaio para XPlastic, para um ensaio para uma produtora pornô, você pegou leve ou pesado?

Acho que eu peguei leve né?? Mas foi um leve bacana, dentro dos meus limites…

3. Já fez algum ensaio fotográfico envolvendo nudez, BDSM ou pornografia? Como foi a experiência?

Só tinha feito algumas coisas pessoais, nada envolvendo produção ou coisas do tipo. Também tenho o costume de fotografar minhas “vítimas” depois de uma sessão de spanking.

4. Então, porque fez esse? Grana, exibicionismo ou putaria?

As três coisas, lógico! HAHAHAHA Mas esse ensaio tem um sentido que vai além do óbvio. Queria (novamente) levantar questionamentos e quebrar paradigmas.

5. Você tem quantos anos mesmo?

26, quase 27. (E eu esqueço minha idade às vezes, sério)

6. Curiosidade total: com quantas pessoas já se relacionou ao mesmo tempo?

Defina “relacionar”. HAHAHAHA Bom, já tive vários rolos simultaneamente…
Agora, como imagino que estamos falando de sexo, nesse ponto sou até meio que conservadora. Nada além de alguns menages.

7. Impossível não perguntar: pra gozar o objeto de desejo precisa ter cérebro, ou uma boca calada resolve?

Olha, é claro que inteligência é afrodisíaco, excita e desperta muito mais interesse. Mas um corpo que sabe desempenhar bem sua função também tem sua serventia.
E às vezes é até necessário. De vez em quando é bom pensar menos e trepar mais, apenas.

8. Você tem na descrição do seu twitter que é uma sub-celebridade, você saiu
e falou em diversas entrevista que acha que isso teve relação com o fato de ser a diferente, atéia, fora dos padrões de beleza e afins, como acha que as pessoas que enxergam a celebridade vão encarar seu ensaio fotográfico? Afinal você fez fotos bem polêmicas, principalmente para os cristãos. rs

A questão do “subcelebridade” nem é em relação à esses fatores diferentes não.
Subcelebridade é essa coisa de ser ex-bbb. Querendo ou não, esses “rótulos” de diferenciação se perdem em detrimento desse título.
Em relação às fotos, acho que muita gente vai curtir e muitos outros não irão entender.
Esse processo da “celebrização” das pessoas comuns consiste exatamente em “publicizar” o íntimo, expor o privado.E quer coisa mais “privada” que sexo e fetiches? Em relação às expectativas do que se espera de uma ex-bbb, acredito que elas serão quebradas. Pois tem-se sempre uma reprodução de clichês, e este ensaio foge disso.
Mas a ideia é essa, levantar a discussão! Tenho certeza que várias bruxas (ainda que virtualmente) serão queimadas! Mas muitas outras serão vingadas! HAHAHAHAHA

9. Existe uma pesquisa que releva que a maioria dos países mais pacíficos e bem desenvolvidos tem muito menos pessoas religiosas do que países subdesenvolvidos como o Brasil, e naturalmente poucas pessoas que acreditam em Jesus ou qualquer tipo de deus, seja ele com “D” (maiúsculo) ou “d” (minúsculo), você acha que sua formação tem relação com a sua condição ateista?

Não critico a fé das pessoas. Acredito que a fé é uma questão pessoal independentemente do ser acreditado. O grande problema é a fé cega à religião.

O fato d’eu não acreditar em um deus (ou Deus) específico não significa que eu não tenha fé. Tenho fé em mim, no racionalismo, e no desenvolvimento do humano e da humanidade.
É fato notório que o pensamento lógico e racional leva ao desenvolvimento científico e cultural, vide o estudo aí citado.
O grande problema do Brasil é nortear as decisões individuais pautadas pela crença, e isso está errado. O Brasil já foi colonizado e simultaneamente catequizado, ou seja, a cultura da religião foi imposta e incrustada.
No que tange à minha formação, acredito que tenha tido influência sim para entender melhor essa racionalidade. Porém desde muito nova já questiono as práticas religiosas. Meu pai era psicólogo e minha mãe professora de história, e nunca foram muito religiosos. Mas eu venho de uma “Tradicional Família Mineira”, ou seja, a missa dominical (no mínimo) fazia parte da rotina. Lembro quando eu tinha aproximadamente 14 anos, minha tia foi me acordar para ir à missa e eu disse que não iria. Ela perguntou se eu iria à noite e eu disse “não vou nunca mais”! Foi o assunto do almoço de domingo na casa da minha vó! Depois fui buscando outras crenças além da católica… estudei em colégio evangélico, fui à alguns cultos, frequentei centro espírita, estudei Wicca, fui à centros de umbanda e candomblé e li bastante sobre o budismo. Cada religião, culto ou seita tem sua beleza, sua liturgia e passa sim preceitos que são essenciais para o desenvolvimento humano.
Mas eu não vejo racionalidade nisso. Então prefiro ver os valores positivos nisso tudo e tirar minhas próprias conclusões. Religião não define caráter.

10. Já que você é atéia, tem algum melhor amigo imaginário para substituir a ausência de uma divindade na sua vida? Porque se você tem, quero saber como ele é e quando aparece (nem que seja na sua mente).

Tenho meus alter-egos, serve?? Eles se revelam absurdamente quando estou embriagada! HAHAHAHA!!!

11. Qual sua lembrança mais antiga sobre sentir-se uma dominadora?

Desde muito nova eu sempre fui muito controladora e às vezes tinha uns lampejos de agressividade e até mesmo sadismo. Sempre era a que dava as ordens nas brincadeiras, e punia quem não cumpria o que eu determinava.
Mas me lembro de um episódio específico, quando eu tinha uns 10, 11 anos e estava andando à cavalo. Comecei a chicotear o cavalo para ele ir mais rápido, e adorei aquilo! E cada vez que eu o chicoteava, ele fazia o que eu queria, e corria cada vez mais. Foi daí que começou minha paixão por chicotes. Eu não creio que quisesse “agredir” o cavalo, mas lembro que curtia o controle que eu tinha naquela situação.